terça-feira, 5 de junho de 2012

'Pânico na Band' pesa nas 'brincadeiras'

Para quem trabalha no 'Pânico', as coisas seguem dentro do normal

Ratos, baratas, marteladas no dedo, cenas constrangedoras, violentas... e muita risada. Principalmente vindo dos que estão de fora das chamada “brincadeiras”.  Esse é o “Pânico na Band”, que estreou no dia 1 de abril com média de 14 pontos no Ibope – na RedeTV!, o programa alcançava nove e já mostrava o gosto pelos quadros bizarros.

O exagero cansou até Silvio Santos, que era simpático às brincadeiras da trupe de Emílio Surita – o dono do SBT entrou na Justiça contra o “Pânico”. De acordo com uma decisão judicial, todos os integrantes do programa estão proibidos de se aproximar do dono do SBT. 

Até ontem, o elenco do humorístico não tinha recebido nenhum documento oficializando as regras dessa decisão. Como prevenção, eles apenas optaram por temporariamente suspenderem o personagem Silvio Santos, vivido por Ceará (Wellington Muniz). No último domingo,  ele ficou no palco da atração vestido de Narcisa Tamborindeguy. E assim ele deve continuar por um tempo. 

A Band não fala sobre o assunto, mas Alan Rapp, diretor do programa, desabafou no Twitter: “Todos do #PanicoNaBand estão muito tristes com o SS (Silvio Santos). Sempre fomos parceiros, sempre demonstramos nosso carinho pelo Mestre SS”.  

Pesou demais/ Ao que tudo indica, Silvio perdeu a paciência com os humoristas quando  fizeram uma brincadeira de leitura labial, insinuando que o apresentador teria dito um palavrão ao ser abordado por eles – o SBT e o próprio Silvio não falam sobre o assunto.

“Não sei o que levou o Silvio a proibir essa aproximação, mas pode ser a guerra da audiência. Se a Band dava dois pontos, essa audiência maior saiu de algum outro programa”, diz Flávio Ricco, colunista de TV do DIÁRIO, que defende o humor sem violência. “O ‘Pânico’ tem muita coisa boa, mas abusam de outras. O Carioca (que imita o Boris Casoy) está entre os melhores humoristas do Brasil. E o Surita é um comandante de qualidade.  O Wellington Muniz também é excelente. Então qual a necessidade, qual a graça de tanta violência?”, diz Ricco.

Para quem trabalha no “Pânico”, as coisas seguem dentro do normal. “Sabia que a proposta era fazer a galera rir. Eu não imaginei que meu corte de cabelo, por exemplo, iria causar tanta polêmica. A proposta do programa é a pegadinha. A gente supera limites nas brincadeiras”, defende a panicat Babi Rossi.

São muitos os desafetos do “Pânico”. Entre eles, Carolina Dieckmann (processou e ganhou R$ 35 mil), Victor Fasano que deu um murro no Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Jô Soares, que acabou se arrependendo de ter sido grosso com Jô Suado (Márvio Lúcio, o Carioca).

fonte: tv teen / viva 

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