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O fogo brilhava perante as lagrimas de Ricardo, seria verdade o que seus olhos estavam vendo ou um pesadelo misturado a uma ilusão, não era verdade, ele sentira o calor do fogo em sua própria pele.
Ricardo: não, não pode ser.
Robson: Tonnnnnyyyy, meu filho nãoooooo, não.
Robson estava realmente abalado nesse momento, assim como Ricardo ambos sentiam um aperto no coração por motivos diferentes.
Robson(pensamento): Você não pode morrer agora, não ainda.
Os pensamentos de Robson foram quebrados com o desmaio de Ricardo, cuja policia e médicos presentes estavam cuidando enquanto a lancha foi ate os destroços.
Robson: ele ta vivo, ele ta vivo.
Robson falava desesperado procurando por Tonny no mar mas só a via destroços já espalhados por todo o mar.
Delegado: A explosão foi muito violenta, não creio que haja sobreviventes, lamento. A Marinha vai tratar de achar os corpos.
Robson: não. Ele esta vivo, tem que estar vivo.
Delegado: eu entendo sua dor, mas lamento, nada podemos fazer mais.
O delegado deixou umas pessoas para procurar o corpo e o restante juntamente com ele, Ricardo e Robson iam voltar para cidade.
HOSPITAL
Augusto estava com os olhos vermelhos de lagrimas e sono, passara a noite toda acordado,após saber que Davi precisava de um rápido transplante de Rins, seu namorado Rafael se ofereceu, Rafael fazia exames freqüente e podia doar o rim, Davi e ele estavam na cirurgia o que deixou Augusto duplamente nervoso. Ate que o medico chegou.
Augusto: então doutor, como foi? Pelo amor de Deus.
Medico: a cirurgia foi um sucesso, todos os dois vão passar bem, mas vai ficar em observação domiciliar por alguns dias.
Augusto chorou de alegria e abraçou o doutor
Augusto: muito obrigado doutor, eles dois são a única família que eu tenho e não suportaria se algo acontecesse com eles. Muito obrigado.
Medico: de nada, é minha função, o doador esta acordado, se quiser pode ir ve-lo.
Nem precisou falar duas vezes e Augusto já estava no quarto tascando um selinho em Rafael.
Augusto: o doutor disse que tudo transcorreu bem.
Rafael: graças a Deus, seremos uma família a partir de agora, agora ele tem seu sangue de irmão e uma parte de mim. Seremos felizes, eu te prometo.
Ainda no hospital Fernando e Guilherme ficaram sabendo do ocorrido de Matt e Theo, mas como ainda não podia visita-los, foi ver Carol e Blenda, essa ultima ainda muito abatida e triste.
Fernando: Bom dia meus amores, como estão vocês?
Carol: bom dia Nando, estamos indo como podemos, A Blenda tem que descansa mais um pouco e fazer alguns exames para saber se pegou alguma DST.
Guilherme: e tudo vai dar certo e ela vai acabar não tendo nada.
Blenda: eu espero.
Blenda falou um pouco sem vida, Fernando e Guilherme perceberam.
Fernando: Carol, posso falar com você em particular?
Carol olhou para Blenda.
Guilherme: tudo bem, eu fico aqui com ela.
Guilherme se aproximou mais de Blenda e Carol e Fernando foi conversar no lado de fora.
Carol: que foi?
Fernando: Carol, sabe que eu ja passei por isso muitas com o Pedro, e é traumático, e deve muito mais para ela, você de vai ter que ser muito forte por vocês duas.
Carol: eu sei, queria que fosse eu a esta no lugar dela, pelo menos a dor ameniza sabendo que aquela desgraça esta ardendo no inferno agora, por que seria eu a mata-la.
Fernando: eu sei, pensei em matar o Pedro tanta vezes, mas voltando, seja forte, por vocês duas, senão ela pode enfraquecer muito.
Carol: eu sei disso, e vamos superar isso juntas.
Os dois voltaram para dentro do quarto.
RESIDENCIA FAMILIA FERNANDES
Parece que essa noite ninguém dormiu, Felipe e Julia passaram a noite em claro esperando alguma noticia de Gustavo e Nicolas, cecília havia dormido no sofá, e acordou ao ouvir vozes e risada próximo a porta. Gustavo e Nicolas entraram na casa bêbados um segurando o outro. Felipe e Julia ficaram em pé vendo os dois, que quase caíram no chão ao cruzar a porta.
Gustavo: Lipe meu amorrrrrr
Gustavo foi para cima de Felipe para beijar e caiu por cima dele. Julia encarava Nicolas com raiva
Julia: onde vocês estavam?
Gustavo: ixee, cuidado Nick.
Felipe: Nick?
Nicolas: apelido carinhoso Lipe, não liga.
Felipe olhou com raiva para Nicolas e ia para cima dele quando Cecília o segurou, Julia também o olhava com raiva.
Julia: nós já sabemos a verdade Nicolas.
Gustavo: que verdade? Do que ela ta falando Lipinho?
Gustavo falo deitando no sofá, tonto.
Felipe: “ Nick” é o idiota que vinha nos atacando e o cara que te beijou.
Gustavo: kkkk, ce bebeu amor? Que coisa feia. Para de brincar.
Nicolas: também acho, estão doidos?
Felipe olhou com raiva para Gustavo também, Julia jogou o capote para Nicolas.
Julia: o Felipe reconheceu, e você sumiu a noite toda. Nem me esperou.
Gustavo: A Julia deixa de ser chata, e Felipe não existe só um capote no mundo, deixa de ser criança.
Felipe: não vou falar com você agora, esta bêbado. E Nicolas, saia da minha casa, por favor.
Gustavo adormeceu, e Nicolas saiu ainda caindo, Julia chorou de nervoso e raiva.
PRISÃO
Léo e Pedro estavam no pátio da prisão, separadamente apensar de serem colegas de cela, Léo e seu antigo colega estavam conversando e Léo olhava de Pedro para Fera.
Léo: sabe tapa-olho, acho que esta na hora de eu fazer alianças mais do que antes. Estou pensando em falar com Fera novamente.
Tapa olho: você ficou maluco? Não lembra do que ele te disse?
Léo: sim, mas estou em momento de desespero, e preciso de aliança, nem que para isso precise contar uma mentira.
Tapa olho: o que você vai fazer?
Léo: se levantou e foi ate Fera, mas seus capangas o pegaram.
Fera: você aqui de novo cara, não mandei você ralar peito?
Léo: você precisa me ouvir, quero sua aliança
Fera: Não faço aliança com qualquer um, o que tem para me oferecer?
Léo: eu sei uma maneira de fugir daqui, só preciso de sua ajuda.
Léo blefou e viu os olhos de Fera brilharem, ficaram se olhando por uns segundos, ate Fera da ordem para solta-lo.
Fera: bem vindo ao bando, agora me conte como fugir?
Léo: na hora certa eu digo, por segurança.
Fera: é, você é esperto.
No outro lado do pátio Pedro observava Léo agindo, e ele sabia que tinha que arranjar um bando para si também. Ate que percebeu um cara bem magro e que parecia não ser agressivo.
Pedro: fala cara.
Cara: Por favor não me machuca, nunca fiz nada a ninguém aqui dentro.
Como Pedro pensava, o cara era medroso.
Pedro: depende de você, me diz, você esta aqui a muito tempo?
Cara: sim, me pegaram roubando um...
Pedro: não perguntei o que você fez.
Cara; me desculpa, me desculpa.
Pedro: me fala quem é o cara mais perigoso daqui?
Cara: tem o Fera ,aquele dali, e o Quebra cabeça.
Pedro observou que Fera era o que estava com Léo.
Pedro: onde posso achar esse Quebra cabeça?
Cara: na ala hospitalar, aquele garoto com o Fera o colocou la.
Pedro: esse vai servir.
Pedro sorriu.
Ainda na prisão, Maicon estava andando pelo corredor com o macacão laranja, rumo ao pátio, estava com medo, cruzou o imenso portão azul e apareceu no pátio, varias pessoas estava encarando. Pedro o viu e foi em sua direção sorrindo.
Pedro: ora, quem esta aqui, priminho
Maicon: me deixa em paz Pedro, estou aqui por que fiz o certo e me entreguei, vou pegar dez anos de cadeia, já pensou quanto você vai pegar por todos seus crimes?
Pedro: é o que veremos.
Pedro empurrou Maicon, os outros presos começar a gritar. Pedro saiu e Maicon se levantou olhando para o céu.
Maicon: esse é o certo.
RESIDENCIA DE TONNY
Ricardo foi deixando com Robson na casa que Tonny havia alugado, já havia despertado e estava sendo atendido por Robson, que também estava bem abatido.
Robson: você... você era o que dele?
Ricardo: eu sou... era namorado, mas...muita coisa aconteceu.
Robson: Namorado dele? Mas e Plínio?
Ricardo olhou para Robson, seria verdade que ele havia mudado assim.
Ricardo: você me parece bem diferente do que Tonny e Plinio contaram, as cicatrizes nas costas de Tonny provam isso.
Robson: é verdade, fui um idiota, bati nele, fiz Plinio ser preso inocentemente. E garanto que me arrependo de tudo isso.
Ricardo: eu, não acredito que ele esteja...morto.
Ricardo voltou a chorar e Robson o abraçou. Pelas costas Robson fez um ar de nojo.
HOSPITAL
Theo havia recebido alta já, estava com a perna engessada, estava se levantando para ir ao quarto de Matt quando Fernando e Guilherme foi visita-lo.
Fernando: oi amigo, como você esta?
Theo: não como você, mas gostaria. Com todo respeito Guilherme.
Fernando: já vi que esta bem, me conta o que houve direito.
Theo; longa historia.
Theo contou desde a descoberta de Matt em relação a Pedro.
Fernando: e quem seria esse homem misterioso que mandou Matt atacar o Pedro?
Theo: não sei, nem quero saber, ele que se entenda.
Fernando: falando nele, sabe que ele foi preso?
Theo se assustou e olhou para Fernando e Guilherme.
Theo: preso, serio?
Fernando: graças ao Ricardo, mas foi uma situação difícil.
Theo: vamos ver o Matt e você vai me contando no caminho.
Ao chegarem ao quarto de Matt, Theo já conhecia toda historia.
Theo: pelo menos vamos ter mais um pouco de paz.
Theo ficou chocado ao ver Matt, estava com algumas faixas e cortes no rosto, havia fraturado a perna e o braço, seu rosto no entanto era a parte menos afetada.
Matt: não me olha assim, to feio.
Theo: e desde quando namoro alguém pela beleza? Se não percebeu não sou nenhum galã.
Guilherme e Fernando deram risada. Theo se aproximou de Matt e o beijou.
Matt: esta tudo bem agora, Ramon foi preso, denunciei hoje de manha e já o prenderam, faço 18 anos no dia de Natal, ate la posso morar com você e seus pais?
Theo: Não sei não, vai me deixar dormir, ou vai... você sabe, a noite toda?
Matt: te deixar dormir.
Theo: então procure outro lugar.
Todos riram, e Theo e Matt se beijaram novamente.
RESIDENCIA DE GABRIEL
Miguel e Gabriel saíram do hospital e foram para casa de Gabriel, a nova moradia de Miguel, que beijou Gabriel na porta de casa.
Miguel: agora somos só nos dois aqui.
Gabriel: para sempre?
Miguel: para sempre.
Se beijaram em direção a cama.
RESIDENCIA DE TONNY
Ricardo estava se preparando para ir para casa, quando recebeu uma ligação.
Ricardo: Alo?
Tonny: Ricardo, sou eu tonny.
Ricardo deu um grito de alegria e virou-se para Robson.
Ricardo: tonny, é você, você esta vivo?
Tonny: sim graças a Deus, estou chegando na cidade, eu e o Plinio achamos que não íamos sobreviver, mas ai...
*** Tonny e Plínio observaram o relógio.
00:25:12
Plínio: faltam, 25 minutos, o que vamos fazer?
Tonny e Plinio já estavam quase pensando em pular na água e nadar ate onde podiam, quando alguém passou de lancha bem perto e eles gritaram. Foram socorridos, viram ao bem longe o barco explodir. ***
Ricardo; estou indo para ai. Que bom que você esta bem.
Ricardo desligou o celular, da alegria passou para vergonha, como iria olhar para Tonny, nos seus olhos, depois de tudo que ele aprontou em sua ausência.
Ricardo: ele esta entrando na cidade, tenho quer ir.
Robson: espera...
Ricardo saiu correndo.
RESIDENCIA FAMILIA FERNANDES
Gustavo acordou com uma terrível dor de cabeça, Felipe estava o olhando.
Gustavo: oi amor.
Felipe: o que você fez com Nicolas? Onde vocês estavam?
Gustavo: ai meu Deus, não foi um sonho.
Felipe: não, não foi. É ele, é ele Gustavo, ele que te beijou, que nos perseguia.
Gustavo: voce esta ficando louco? Não é ele, tenho certeza.
Felipe: por que você esta defendendo ele?
Gustavo: por que você esta sendo uma criança besta e esta com um ciúmes bobo.
Felipe: criança besta? Ok.
Felipe saiu do quarto, Gustavo passou a mão no rosto.
ENTRADADA CIDADE
Ricardo estava esperando tonny e Plinio, quando o carro que os traziam os soltou. Robson estava em seu carro que ele mantinha escondido, observando tudo. Tonny e Plinio desceram do carro, Ricardo olhava para Tonny, Tonny possuía um sorriso no rosto.
Robson: não vou deixar você atrapalhar meus planos.
A medida que Tonny e Ricardo andavam na direção um do outro, Robson ligou o carro em alta velocidade em direção a Ricardo, Tonny percebeu que iria atropela-lo.
Tonny: Ricardoooooo cuidado.
Ricardo virou o rosto, no momento que o carro bateu com tudo nele, fazendo Ricardo subir e passar para trás do carro que disparou, Ricardo rolou no chão e ficou desacordado.
Continua...
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