
Definitivamente, revelar uma orientação sexual ao mundo não é fácil. Imagine, então, sair do armário numa comunidade controlada pela mão pesada do tráfico ou das milícias e onde a religião, muitas vezes, dita normas de conduta. O anúncio pode detonar um rastilho de deboches, constrangimentos e humilhações diversas. Quem, num passado recente, enfrentou essa situação tem viva na memória as marcas da discriminação. Mas, felizmente, a questão da diversidade parece vir trilhando um novo caminho, no qual o respeito dá um tom de cordialidade às relações. Exemplos não faltam. Em Rio das Pedras, na Zona Oeste bomba um pub frequentado pelo público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). E olha que a comunidade é um reduto cabra-macho, sim senhor. Juntamente com a Rocinha, a favela é um dos destinos preferidos dos nordestinos que vêm morar no Rio.
Veja o vídeo do Bonde:
— A gente se orgulha de nosso trabalho ajudar a diminuir o preconceito. Se éramos olhados de lado, agora pedem para fazer fotos com a gente. — diverte-se Rafael Cullen , de 19 anos, dançarino do Bonde das Bonecas.
Tornar-se celebridade local pode ser o passaporte para a aceitação pública. Mas nem sempre foi tão tranquilo assumir uma orientação sexual na favela.

O Grupo já tem fãs GLS em todo o brasil e está fazendo shows em varias boates do rio.
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